"Ando devagar/porque já tive pressa..."

"Ando devagar/porque já tive pressa..."
"Nessa loooonga estraaaaada da viiidaaa..."

Blog destinado a narrar as vivências do autor, através de suas opiniões sobre fatos vividos, e de marcações cronológicas, objetivando deixar para descendentes e amigos suas impressões sobre passagens de sua vida, abrangendo pessoas com sd quais se relacionou e instituições em que laborou, tudo com a visão particular, própria de todo ser humano, individualizada, pois cada pessoa tem sua forma de pensar, ser e viver. Madeira

sexta-feira, 7 de março de 2008

vivencias-madeira-cronológica (1919)


Dona Hilda: até a flecha que partia o coração era amorosa.


1919: ano de nascimento de Hilda Botelho Coelho, que durante mais de quarenta anos exerceu um papel relevante em meu viver, como uma segunda mãe, avó de meus filhos e bisavó de meus netos, com muito amor, entrega e dedicação. Mãe de Terezinha Coelho Dias, minha esposa por trinta e oito anos, Dona Hilda, de aparência frágil, magrinha e baixinha, era na realidade de uma força incrível, sempre pronta a intervir em qualquer dificuldade para ajudar quem dela precisasse, sem medir conseqüências ou se preocupar com o futuro. Sua religiosidade foi marcante, e em tudo se referia a sua Mãezinha, pedindo sua ajuda, orando, acendendo velas para Maria, mãe de Jesus... Certamente foi atendida muitas vezes, pois sua fé era incomensurável. Já na meia-idade, deparou-se com um problema, à época (1979) novidade, da necessidade de doar um rim para Terezinha, que necessitava fazer um transplante renal, e apesar da aparente fragilidade, de imediato colocou-se à disposição e feliz, com mais uma oportunidade de estar servindo ao próximo, neste caso a própria filha. Doou o rim, o que tirou Terezinha da hemodiálise e lhe permitiu mais vinte e três anos de vida, podendo ver os filhos e netos crescidos e realizados. Dona Hilda, guerreira de origem humilde, soube viver com bondade, e hoje na certa está prestando serviços em locais de muita luz no Mundo Maior. Do seu filho postiço, Madeira.

quinta-feira, 6 de março de 2008

vivencias-madeira-cronologica (1915)



1915: em meados de fevereiro nascia em Niterói, então estado do Rio de Janeiro - e cidade da qual se diz que o que possui de mais lindo é a vista do Rio, pura fofoca bairrista -, Aracy Madeira Dias, que recebeu a missão de me gerar e criar em conjunto com meu pai, João Dias Pereira. Mãe, amiga, de gênio teimoso, reclamona, mas mãe, ou seja, aquela a quem devemos as noites indormidas, em vigília, face aos cuidados indispensáveis aos recém-nascidos, as primeiras e marcantes alimentações, e o cheiro que só a nossa mãe traz consigo, que é o odor do amor. Como frase característica sua (que não me agradava, mas era típica das mães no século passado), usada como fator educacional, lá estava a "Vou contar para o teu pai quando ele chegar", e cabia a este ser o algoz - e lá vinha uma bela surra, frustradas as tentativas de explicação, sempre mal-sucedidas. Afinal, a palavra da mãe era a expressão da verdade, e concordo que devia ser assim. Mulher independente enquanto solteira, Dona Aracy, filha de Antonio Madeira (falarei nele nas vivências em ordem alfabética), chegou a ser uma das melhores artesãs do bairro da Tijuca (à época as mulheres eram do lar, onde aprendiam a fazer alguma coisa útil, normalmente para parentes, amigas ou professoras primárias), especializada em chapéus de festas (aqueles com véus). Com o aparecimento de meu pai, homem maduro, viúvo, que era colega de profissão de meu avô Antonio Madeira (eram panificadores, e através deste é que se conheceram), foi concedida a sua mão a ele, e daí veio o casamento e a minha chegada a este mundo. Mãe, minha gratidão a você, por tudo que por mim fizestes e me destes. Tua benção, Theo.

quarta-feira, 5 de março de 2008

madeira-vivencias-cronologia (1895)



1895: no dia 21 de agosto, em uma remota aldeia fronteiriça da Pátria-Mãe, nosso querido Portugal, nasceu aquele que receberia muitos anos mais tarde a missão de ser meu pai: JOÃO DIAS PEREIRA. Escritos com maiúsculas, pois na convivência de filho, de discípulo e de aprendiz nunca observei uma só falha de caráter ou de comportamento nele. Orientador sábio, com os ditados populares sempre tinha a saída correta para as dificuldades diuturnas, sem nunca reclamar ou demonstrar cansaço ou preguiça. Rude na defesa dos seus direitos, honesto no dia-a-dia laboral, amigo de se entregar às causas dos amigos, trabalhador ao extremo, com um senso de respeito ao lar incomparável, capaz de dar o que tivesse de seu para os necessitados, mas duro com os malandros, deixou-me um legado de firmeza, coragem, valentia e honestidade, com o qual aprendi a enfrentar os pseudo-poderosos (os poderosos materiais - ricos -, ou por funções), colocando-os no lugar de simples mortais, que detinham um poder momentâneo e, assim, temporal, do qual não podiam fazer uso para ameaças ou em proveito próprio. Com isto, o vi ser preso por negar-se a dar propina a um vagabundo de um delegado de policia, e depois ser reconhecido pela justiça inocente, mas não tendo tido medo de nada para manter seus princípios morais... Gostaria de poder eternamente demonstrar a minha gratidão pelos ensinamentos e exemplos desse pai, e agradeço a cada dia, em meu despertar, a graça de tê-lo tido como genitor e modelo. Obrigado, meu Pai. Do filho Theo.

terça-feira, 4 de março de 2008

vivencias-madeira cronológica (ano 1)



Ano 1: sim, é sobre Ele que hoje vou falar. O dia exato desconhecemos, pois os costumes indicam 25 de dezembro, porém a ciência contradiz essa data - e no nosso imaginário comercial (Papai Noel) ela permanece. Isto não é o importante... O é a figura de Mestre, de Exemplo, de Amigo, que nos mostrou em sua curta estada neste planeta, em uma aula de Verdade, com a duração de trinta e três anos, como nos é devido comportar-se perante si mesmo e todos os que nos cercam, e, mais ainda, perante o planeta que nos acolhe e sustenta. Na verdade, aquele que encontrar um só mau exemplo comportamental dele que o aponte - mas não o encontrará. Verá apenas desprendimento, entrega total, sinceridade, amor, amizade, equilíbrio, presença, disponibilidade incansável. Enfim, padrões de vida que, fossem seguidos em um percentual mínimo, por cada um de nós, certamente o viver na Terra seria sem as dores das inconseqüências dos nossos costumes bárbaros, violentos, egoístas e cheios de orgulho e vaidade. Jesus Cristo, na cronologia de minhas vivências, é o primeiro, como também o é como mestre e modelo, ainda que seja muito difícil atingir tal padrão, mas eleito para tanto, já serve a mim como um objetivo, que é o de buscar nas dificuldades e nas alegrias elaborar como Ele as enfrentou e venceu, para com toda a humildade tentar fazê-lo da forma imperfeita que me seja possível. Esta mesma data me remete a dois outros exemplos perfeitos de o que é ser pai e mãe, do que é montar e ter uma família, um lar: Maria e José. Também humildes, unidos, despidos de vaidades e orgulhos e dedicados ao labor, ele como carpinteiro e ela cuidando do lar, mas acima de tudo trabalhando sentimentos, amizades, amor ao próximo, sem uma maior preocupação que não fosse semear o bem... Obrigado pelos modelos, pelos exemplos, e que possam todos os homens de boa-vontade ler e reler a vida desses iluminados e nela se inspirar, para que possa nosso planeta ter dias melhores (que virão de qualquer forma, mas cuja chegada podemos acelerar pelos nossos bons comportamentos). Madeira

segunda-feira, 3 de março de 2008

vivencias-madeira-cronologica (pré)



SEM TEMPO/SEM DATA: o primeiro assunto abordado, no início dos meus relatos, não possui cronologia, pois afinal, é lógico, vou falar do Criador de tudo, inclusive do tempo; ou seja, vou escrever a respeito Dele. Deus, Criador, Ser Supremo, ou qualquer outro nome e em qualquer língua, todos, até os ateus entendem que, por mais que se tente explicar todas as maravilhas que desfilam diariamente perante nossos olhos, esbarra-se na conclusão de que alguma inteligência infinitamente superior a nossa está envolvida nessa criação... Exemplos são o funcionamento do universo e o do corpo humano, suas formatações intrincadas que não têm início apenas na evolução natural das coisas. Algo mais poderoso, inteligente e criador necessariamente está envolvido e possui essa responsabilidade. A nós, pobres mortais, resta aguardar alguns parcos avanços da ciência para explicar um pouco mais tais criações e seu funcionamento, ou sermos adeptos da fé cega, para simplesmente repetir dogmas e informações, muitas das vezes fantasiosos. E minha vivência perante Deus? Está na minha consciência, muito mais que na infinita sabedoria da criação. Os sentimentos são, assim entendo, a mais cabal prova dessa existência. O amor, a saudade, a felicidade, a emoção, a tristeza, a alegria... Enfim, todos são bons, excelentes, mesmo os aparentemente duros, pois mostram uma capacidade de sentir que é unicamente dos seres humanos (o que deles fazemos, e como os trabalhamos, é que dão o tom divino a cada um), e são provas incontestáveis de um Ser Maior, que a nós atribui esse poder divino de sentir... Deus existe, manifesta-se a cada momento, para todos, de todas as formas, e é, incontestavelmente, a inteligência suprema e a origem de todas as coisas palpáveis e as apenas sentidas, sendo nestas que mais se revela. Madeira

domingo, 2 de março de 2008

início das vivências


O início


Enfim criei o tempo para iniciar (e haverá edição diária, salvo quando eu estiver viajando, e isto ocorre com alguma freqüência nos feriados) a narrativa dos conhecimentos adquiridos no decorrer desta minha vida atribulada, eivada de mudanças e novidades, e plena de amor. A vontade existia, mas foi uma pessoa especial que fortaleceu a mesma, e fez com que se transformasse em fato: Taís Dias Cavati, neta amada e guerreira, como todos os meus descendentes. Há tempos Taís queria, porque queria, que eu contasse tudo sobre a minha vida, dispondo-se inclusive a ser minha colaboradora, tanto na digitação quanto na organização. Agora começo a fazê-lo sozinho, mas tendo-a como musa inspiradora. As vivências serão retratadas como as vivi, e com os conteúdos que delas retirei. É óbvio que é muito pessoal, e que alguns que comigo as vivenciaram podem não ter a mesma visão, mas nisto está o contraditório lindo do viver: as interpretações distintas sobre os mesmos fatos. Muitas vezes, por esquecimento ou por não senti-los importantes, omitirei nomes ou não buscarei a perfeição da descrição, pois o relevante não será o ocorrido, mas sim o que dele depreendi. Escreverei diariamente e seguindo duas vertentes: a primeira, a cronológica, em que marcarei as ocorrências pelo tempo; a segunda, pela ordem alfabética, quando marcarei pessoas, instituições e locais que delimitaram os fatos experienciados. Tudo explicado, vamos adiante. Abraços, Madeira.

Arquivo do blog

um homem experiente

Vila Velha, ES, Brazil
Pai,avô,amigo,experiente, companheiro,divertido.